Archive for the 'Once upon a time' Category

Lista de cinco momentos épicos* da minha infância

Wednesday, August 20th, 2008

*Na falta de inspiração a gente copia idéia melhor, a gente se inspira em algúem, mesmo que esse alguém seja o ex.

-Já brinquei com um filhote de leão, quando tinha uns 4 anos. Meu pai tinha um amigo que trabalhava no circo (não me pergunte se ele engolia espadas ou andava de moto no círculo da morte, pq minha memória não é tção boa assim, mas suspeito que ele fosse domador, ou limpasse a jaula dos felinos mesmo) e um dia o sujeito teve a brilhante idéia de levar o gatinho leãozinho pra passar o fim de semana no apartamento dele. Foi divertido. Lembro que ele (o leão, não o amigo do meu pai) mordeu minha sandália e por conseqüência meu pé, que se encontrava dentro da sandália no momento da mordida, e doeu um pouco, mas nada grave, ainda tenho 5 dedos em cada pé.

-Me “perdi” no Carrefour (antiguidade detected) com meu primo e minha mãe mandou chamar a gente pelo alto-falante. Mônica tem várias, dava até pra fingir que não era comigo, mas meu primo se chama Hiro (e não, ele não é japonês), se fosse em Sampa a gente tava bem, mas Hiro no Rio, é coisa rara. Detalhe que a gente se “perdeu” pq ficou jogando Freeway (aquele que a galinha tem q atravessar a rua) no Atari de um quiosque do supermercado.

-Fui ver a peça do Menino Maluquinho. Na hora em que o Menino vai pra platéia e todas as crianças torcem para que ele se sente do lado delas, eu me escondia e fingia q não estava ali. ÓBVIO que ele sentou do lado de quem? Eu era MUITO tímida qd era criança, ok?  Acho que ele tentou me levar pro palco, mas antes q eu começasse a chorar, ele desistiu.

-Plantei um pau-brasil, andei de trator (dirigi e tudo), fiz lanterna de vaga-lume, catei toda sorte de insetos nojentos, tive um dog alemão e um pastor de baby-sitter, vi como se faz queijo e tirei leite da vaca na fazenda do meu avô em Taubaté.

- Uma vez eu joguei um tijolo pra cima e ele caiu na cabeça da minha prima. Machucou, claro. Eu fiquei com tanta pena dela que depois me joguei do balanço só pra me machucar tb. Ok, eu nunca fui normal. Outra vez eu tava na caroninha da bicicleta e prendi meu pé entre a correia e a coroa, só não foi pior pq eu estava de galochas (BubbleGummers, aquela com cheirinho de chiclete, lembram?), mas machucou bem e eu tive que ficar sem pisar durante um tempo, resultado: tive q voltar a andar de carrinho. Morria de vergonha de sair na rua no carrinho, menos qd eu estava fantasiada de Batgirl, daí eu achava tinha certeza que ninguém me reconhecia.

Tá… não foram momentos tão épicos assim, mas foram momentos que me marcaram (principalmente pela dor e as cicatrizes). É, eu tive uma infância feliz. :)

Matriz!

Friday, February 15th, 2008
With a taste of your lips
I’m on a ride
You’re toxic, I’m slipping under
With the taste of a poison paradise
I’m addicted to you
Don’t you know that you’re toxic?

-Só tô na alta definição hoje!
-Hein?
-Só tomando Hi-Fi!

Flashback do caralho! Hj a noite foi boa demais. Sem mais por hora :)
Daqui a pouco tô indo pra Taubaté. Bjos e até segunda!

Centenário

Tuesday, February 12th, 2008

    Não sei quando o cargo de “porta-voz” da família me foi dado, mas sei que desde q me entendo por gente e acho q sei escrever mais ou menos bem, virei redatora oficial dos Rocha. Talvez por ter nascido meio fora da ordem e por circular mais facilmente entre as gerações consiga ter uma visão mais “neutra” dessa gente toda que me cerca. Ano passado, no centenário do meu avô escrevi um texto sobre ele, que foi lido na missa e depois virou até post. Lembro de ter ficado triste, nessas horas a saudade aperta, mas no fim, consegui ser emotiva sem perder a objetividade, até li o texto sem me debulhar em lágrimas antes do fim.
Meu avô era um homem de muita personalidade, as características dele eram óbvias: ele brigava, ele dava aulas, ele era bravo. Hoje, se viva, minha avó completaria 100 anos. Dou um doce pra quem adivinhar a cargo de quem ficou o texto-homenagem. Pois é. Mas com ela a coisa é diferente, me doeu mais escrever, as lembranças dela são mais sutis, mais delicadas, a visão embaça com mais facilidade, o coração aperta mais rápido.

    Maria de Lourdes Bicalho, ou vó Lulute, nasceu em 12 de fevereiro de 1908, o rosto tranqüilo e a voz macia não indicavam a mulher forte que era.  Casou-se com um homem de personalidade forte, mas nunca se deixou apagar. Se rendeu à vida na fazenda, mas era uma cidadã do mundo. “Uma mulher a frente de seu tempo, que guiava, fumava e usava calças compridas, em uma época que poucas mulheres faziam isso”, me disse uma vez meu pai.  Com seu jeito mandava, sem parecer mandar, brigava, sem parecer brigar, mas amava, fazendo questão de demonstrar isso.
A coçadinha com as mãos, as cantigas de ninar na rede, a geléia de jabuticaba, a cadeira de balanço, os apelidos que ela inventava, a horta bem cuidada, a mesa sempre farta, o famoso bolo de natal… Ah, o Natal! Com as meinhas de moedas, as cestinhas com miniaturas d’O Boticário e parte da família encarando horas de viagem até Taubaté para ela poder almoçar no dia 25 com todos os filhos, noras, genro e netos reunidos. Gostava de andar na chuva, de romances de banca de jornal, de jogar paciência e do Jorge Amado, mas não lia os palavrões: “eu pulo, minha filha”, dizia ela. Colecionava National Geographic, xicrinhas de café e guardava em álbuns todos os postais que recebia.
Em 1908 foi comemorado o primeiro dia das mães, e eu acho q tem a ver com o nascimento dela.

Eu já

Tuesday, March 20th, 2007

comi fruta direto do pé
fiz lanterna de vaga-lume
plantei um pau-brasil
acampei no quintal
fiz tortinha de barro
coloquei açúcar no algodão pra “fazer” algodão-doce
brinquei com um filhote de leão
tirei leite de vaca
vi um pintinho nascer
andei de trator e de viatura
pedi um garoto em namoro
fiz cabaninha dentro de casa
prendi o pé na correia da bicicleta
quase inundei o elevador da casa da minha avó
roubei um pacote de Skinny no Freeway
deixei um bezerrinho “mamar” no meu dedo
comi o peixe q eu mesma pesquei

Eu tive uma infância foda.

Hoje ele faria 20 anos

Monday, March 12th, 2007

A gente nunca soube a data exata. Em 11 de junho de 1987, falaram que ele tinha 3 meses, que tinha nascido mais ou menos nesse dia de março, então inventei que tinha sido dia 12 e a partir daí todos os dias 12 de março passaram a ser dele. Daquela coisinha branquinha, que depois escureceu ficando cinza e nos últimos anos de vida quase ficou branco de novo. Daquele serzinho que miava errado, passou um bom tempo miando baixinho, guardando toda sua potencia vocal para a idade adulta. “Siameses vocalizam muito”, já diria a veterinária. O gato com mais apelidos na história: Toshiba, Tamagoshi, Yamaguchi, Touché, Preto, Yamaha, Olavo, Garoto, Gatushi, Matuza, Guhsi, Yaksoba, Sushi. O nome “de batismo” era Tagushi, mas não fazia muita diferença, ele só atendia qd queria, ou qd a gente tinha nas mãos uma lata de atum. Whiskas Sachê que nada, o lance dele era atum, presunto, frango defumado e sardinha. Nugget do Mc Donald’s tb fazia sucesso. Sorvete, só se fosse de creme e pão só com manteiga.  Um felino com preferências alimentares estranhas, mas uma saúde de ferro. Quando foi diagnosticada a falência renal, a dra. vet deu a ele uma semana de vida, mas ele não estava a fim de obedecer e durou mais um ano e meio, vivendo basicamente de amor, eu diria. Nosso amor por aquele peste q arranhou todos os sofás, e nos acordava aos berros de madrugada se alguma porta do “seu reino” estivesse fechada, que cuspia todos os comprimidos, que cismava de dormir no meu travesseiro, que mesmo pequeno - grande, gordo, magro e pequeno de novo - enchia a casa com sua presença. Já faz 1 ano e meio q ele se foi, mas até hoje, às vezes, ainda acho que ele está aqui.

Herança genética

Friday, February 2nd, 2007

Se vivo, meu avô paterno faria 100 anos no próximo sábado. Estou indo para Taubaté hoje, vai rolar uma missa e um almoço com a família lá. Tem gente que não gosta de família, eu não sou uma dessas pessoas. Minha família é enorme, só de parte de pai são 4 tios, 16 primos de primeiro grau e 23 de segundo, fora os primos e tios agregados. Tenho ótimas lembranças de Natais na fazenda, partidas de CanCan (MauMau ou Uno) com mais de 15 pessoas. Bagunça com os primos mais velhos, depois com os mais novos. Eu sou tipo um elo perdido na família, transito livremente entre todas as gerações. Adoro ouvir as histórias dos tios, mesmo que pela centésima vez, adoro ensinar besteiras pros que estão chegando agora.

Mas esse post é sobre meu avô.

Ele chamava Aurélio, que nem o dicionário, talvez por isso soubesse tantas coisas, sobre tantos assuntos diferentes. Foi jornalista, professor, engenheiro agrônomo, reitor, fazendeiro. Falava sobre cachorros e cavalos com a mesma elegância que contava uma piada. Uma vez, quando eu tinha uns 4 anos, ele estava trabalhando em sua oficina (mecânica era outra de suas paixões) e eu, abusada como sempre, fui perguntar para que servia uma chave de sei lá o quê. Ele me deu uma explicação demorada e detalhada. Meu pai viu a cena e o interrompeu:
“Papai, a Mônica só tem 4 anos, ela nem está mais prestando atenção”.
E Aurélio respondeu: “Está sim, ela me perguntou, então merece uma resposta. Isso vai ficar guardado e um dia ela vai se lembrar”. Ok. Não me lembro da chave exata daquele dia, mas acho q entendo de ferramentas mais que muito marmanjo por aí. Esse era o modo dele demonstrar afeto, era sua maneira única de dizer “eu me importo e por isso vou dividir tudo o que sei com você”. Como neta mais nova, tive a sorte de encontrar o “velho” numa fase mais light, amaciado pelo tempo. Pude aproveitar mais seu lado irônico, debochado, descontraído.
Passeávamos pela fazenda enquanto ele, discretamente, me ensinava sobre agricultura, cavalos, cachorros e sobre a vida. As melhores lições de vida são aquelas onde você nem percebe que está aprendendo.
Herdei dele a paixão pelos animais de grande porte - e a falta de nojo em relação aos considerados asquerosos -, pela física,  a mania de cortar o queijo sempre certinho, de explicar tudo nos mínimos detalhes e de querer tudo simétrico, medido e calculado.

Às vezes, minha mãe me chama de Aurelinha, e eu considero isso um puta d’um elogio.

Power Puff Friends

Monday, August 21st, 2006

Moni  diz:
pode guardar um lugar do seu ladinho pra mim  
(se a sua namorada não for ficar com ciumes hehe)
Felipe Dantas - Meu aniversário 6a. Quero todos lá! diz:
hahahahaha
ela vai ficar mas eu digo q vc é minha amiguinha power puff
Moni  diz:
dai a gente dança* pra ela
Felipe Dantas - Meu aniversário 6a. Quero todos lá! diz:
hahahaha
Moni  diz:
dai ela vai ver q eu sou retardada e q não ofereço perigo algum
Felipe Dantas - Meu aniversário 6a. Quero todos lá! diz:
melhor nao, senao ela vai ver q EU sou retardado e nao vai querer mais nada comigo.. hahahaha
Moni  diz:
uhauhahuauha ela ainda não descobriu isso?
Felipe Dantas - Meu aniversário 6a. Quero todos lá! diz:
ela so desconfia, mas nao tem certeza!!! hahahaha
Moni  diz:
ok, prometo tentar não falar nada q faça ela passar a ter certeza!
Felipe Dantas - Meu aniversário 6a. Quero todos lá! diz:
hahahah mt legal vc… obrigado!!!
Moni  diz:
de nada! 

*preciso gravar nossa dança das Power Puff Girls e jogar no You Tube, pra todo mundo poder achar tanta graça dessa conversa qt eu. hehe :D

1987-2005

Sunday, August 13th, 2006

100_0025.JPG
É, Gushi, o tempo passa e algumas coisas não mudam.
Há um ano, nessa mesma madrugada do dia 13 eu tb estava chorando.
Com certeza mais do que agora. Pelo menos o tempo ameniza a dor.
O que não muda é a saudade,
a certeza de que você não vai mais me acordar de madrugada
querendo entrar em baixo do edredon,
nem miando pq a porta do meu quarto está fechada,
nem vai mais deitar no meu cabelo,
nem andar em mim com as patinhas molhadas (eca),
nem me pedir comida durante o jantar ou comer meu carpaccio. :)
Às vezes ainda te sinto pela casa, tenho a sensação de vc está por aqui,
não sei se por hábito, ou por razões que desconheço,
Saudade é o que não falta, mas tb tem a certeza de que foram 18 anos
de uma convivência maravilhosa, perfeita até o último segundo.
Vou te amar pra sempre, meu pretinho, aonde quer que vc esteja.

Eu tb confesso

Friday, August 4th, 2006

_eu achava q pra fazer algodão doce, era só misturar algodão e açúcar
(claro q eu tive q experimentar, claro q ficou uma merda)
_tinha 2 amigos imaginarios e não deixava minha mãe sentar na minha cama,
pq eles estavam lá.
_tomei quick de morango até passar mal e vomitei rosa.
_chorava qd comia docinho de queijo.
_chorava quando o Bruce Banner se transformava no Hulk,
mas meu primo sempre me convencia a assistir mais um episódio pq
“ele já tinha visto esse e nesse o Hulk não aparecia”. 
_mordi meu primo (o mesmo do Hulk) muito forte, ele chorou
e eu tb, com peso na consciência.
_quando a minha prima ficava de mal comigo eu chorava até ela voltar a falar comigo e quando eu ficava de mal com ela, durava 4 minutos, pq eu não consigo ficar muito tempo sem falar.
_já fiquei horas jogando Atari num stand do Carrefour com meu primo
e minha mãe anunciou a gente pelo alto-falante.
_joguei um tijolo pra cima e ele caiu na cabeça da minha prima,
depois eu me joguei do balanço de cabeça no chão
só pra ter um machucado igual ao dela.
_cortei o cabelo joãozinho e as pessoas achavam q eu era um menino,
daí, claro, eu chorava também.
_tinha uma boneca grande e feia chamada Malvada, dai quando alguém me irritava, em vez de chegar em casa e chorar eu metia a porrada na Malvada.
(melhor que terapia, hein!?)

Putz, eu chorava à beça qd era criança, que mala! hehe :)

Ah! As confissões começaram aqui e aqui.

BQP

Thursday, August 3rd, 2006

Diz a lenda na família que um belo dia eu comecei a falar
e não parei nunca mais. :) Até inventei um palavrão

BUNDA QUE PARIU

Um doce de criança, não. ;)

Here comes the sun

Wednesday, August 2nd, 2006

-tava lembrando da gente na praia, 2 morenaços! 
-é… hahahaha refletindo sol no olho dos outros

*

Monday, July 31st, 2006

O post anterior me fez lembrar de um árabe que eu conheci em Charlotte.
A criatura falava um inglês tão perfeito, que era mais fácil entender qd ele falava em sua língua nativa.
O FBI era conhecido como Fi Bi Ai.
Mas o melhor de tudo era quando ele perguntava (e ele mesmo respondia):

Do you sure? Do you sure? I don’t sure!

Preciso confessar

Thursday, July 27th, 2006

Quando eu era novinha, era apaixonada por ele.

Ai ai…